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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A Eficácia do Testemunho Cristão



Segundo Mateus 5.13,14, nós somos o "sal da terra" e a "luz do mundo". Isto porque, a vida cristã deve ser o modelo e o referencial para a sociedade. Por isso, o Testemunho Cristão não deve ser visto como uma opção, mas uma obrigação.

Como disse o apóstolo Paulo: "Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus."(I Co 10.32)

A palavra testemunho vem do vocábulo latino testimoniu e significa, entre outras coisas: prova, vestígio, indício. Testemunhar não é apenas contar o que Deus fez, mas também, pregar através do exemplo pessoal que realmente somos imitadores de Cristo. É dever de todo cristão, ter uma vida íntegra, independentemente do modelo e dos padrões da sociedade moderna. Como disse o Senhor, por intermédio do profeta Malaquias: "Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não serve" (Ml 3.18); demonstrando, assim, que o mundo deve ver esta diferença em nós (II Rs 4.9); Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza. (I Tm 4.12).

I. O Cristão como sal da terra
O sal é chamado de cloreto de sódio. Esta substância tem propriedades importantes. Por esta razão Jesus a utilizou para tipificar o papel dos seus discípulos:
O sal é preservador: Ele conserva e preserva; daí ser figura da pureza. Sua cor alva também fala disso. Ele evita a deterioração. A sociedade precisa de cristãos autênticos, verdadeiros, honrados, honestos. Infelizmente, há crentes que são mentirosos, desonestos, preguiçosos que escandalizam a obra do Senhor e fazem com que os ímpios murmurem contra Deus.

O sal tempera: O sal realça o sabor dos alimentos, mas deve ser usado com equilíbrio. Assim deve ser a vida do cristão. O crente deve trazer sabor à vida daqueles que estão angustiados, deprimidos, desesperados. Para ser sal neste mundo, é necessário que o crente ore, medite na palavra de Deus, participe dos cultos ao Senhor e ame ao próximo.

O sal produz sede: "E a multidão perguntando aos apóstolos: "Que faremos varões irmãos?" (At 2.37). E o carcereiro de Filipos clamando: "Senhores! Que é necessário que eu faça para me salvar?" (At 16.31). São as multidões à procura de Jesus (Mt 4.25; 8.1; 12.15; 14.14). O crente, como sal, cria sede espiritual nos outros.

O sal é invisível quando em ação: O sal antes de ser aplicado é visível, mas ao começar a agir, temperando, preservando, etc., toma-se invisível. O sal age invisivelmente, mas sua ação é claramente sentida. Da mesma forma o cristão deve agir.

II. O Cristão Como Luz do Mundo

O Cristão como Luz do Mundo: Diferente do sal, que não é visto em ação, a luz só tem valor quando é percebida. A ausência da luz permite que a escuridão prevaleça. Mas, quando a luz chega, as trevas desaparecem. “E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas.” (I Jo 1.5)

A luz não tem preconceitos: Ela tanto brilha sobre um criminoso como sobre uma criança inocente. Ela tanto brilha sobre um lamaçal, como sobre uma imaculada flor. Assim deve ser o crente no desempenho de sua missão de luz no mundo, espargindo a luz do Evangelho de Cristo sobre todos os povos, raças, culturas e indivíduos, independentemente de idade, sexo, cor, religião, profissão e posição. “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.” (Mt 5.16)

A luz precisa ser alimentada: A luz que iluminava as casas nos tempos de Jesus era de lamparina, alimentada através de um pavio mergulhado em azeite. O tipo de material da lâmpada variava, mas o combustível era um só: o azeite. O mesmo ocorre ao verdadeiro cristão. Ele depende sempre do óleo do Espírito Santo para difundir a luz de Cristo e a luz do Evangelho.

A luz não se mistura: Mesmo que ela ilumine lixo, sujeira, lamaçal, etc, ela não se contamina. Assim deve ser o crente: viver neste mundo tenebroso à difundir a luz de Cristo, sem se contaminar com o pecado e as obras infrutuosas das trevas. A importância vital desses dois símbolos pode ser observada pelos efeitos que exercem. Se o sal for insípido, perderá totalmente o seu valor (Mt 5.13). Se a luz estiver apagada ou escondida, nenhum benefício trará ao ambiente (Mt 5.14).

III. O Testemunho do Crente

1. No campo missionário: A vida cristã não deve ficar restrita somente à igreja. O mundo é nosso campo missionário e é nele onde devemos irradiar a nossa luz. Através do seu testemunho pessoal, o cristão também evangeliza. Sua própria vida já é um testemunho vivo do poder de Deus. Se demonstrarmos um bom testemunho diário, estaremos propagando, com eficácia, o poder do Evangelho que transforma.

2. Em sua comunidade: Nós devemos demonstrar à sociedade que somos novas criaturas. Não há nenhum erro em tornar conhecidas a mudanças realizadas em nós, por intermédio da ação do Espírito Santo, desde que o objetivo não seja a auto glorificação. Através do testemunho cristão, o crente demonstra à sociedade que já não é mais o mesmo, e que sua vida foi transformada, tornando-se numa nova criatura (Rm 8.1; II Co 5.17). temos de pregar este evangelho transformador em nossa comunidade. Quantos estão perecendo ao nosso lado, precisando de uma palavra de conforto, de fé.

3. Na igreja local: A luz do cristão também deve irradiar na igreja. O nosso testemunho também glorifica a Deus.

Conclusão
A vida do cristão deve ser sempre direcionada pela palavra de Deus, que é a nossa regra de fé e prática. Como cristãos, não devemos amar as coisas deste mundo, tais como: a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida (I Jo 2.16).
O cristão não deve andar de acordo com o modelo e os padrões deste mundo. (Rm 12.2)
Em Tg 4.4, o apóstolo Tiago nos adverte que "qualquer que quiser ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus". Ser amigo do mundo significa compartilhar com o modo de viver deste mundo que "jaz no maligno" (I Jo 5.19).
Como cristãos, devemos nos conscientizar que somos "sal da terra" e "luz do mundo" (Mt 5.13,14); bem como devemos nos comportar de modo íntegro, diante de Deus e dos homens, para que, através do nosso testemunho, Deus seja glorificado.